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June 27 Frases que detesto ouvir A gente pode até estar num daqueles dias iluminados em que acorda de bem com a vida, mas algumas frases que ouvimos podem rapidamente mudar o nosso humor de ótimo para ruim e desse para péssimo. Basta fazer uma ligação para um celular e lá vêm as frases detestáveis: - Sua ligação está sendo transferida para a caixa de mensagens... - O celular chamado está desligado ou fora da área de serviço. Dá uma raiva danada, ainda mais que a gente já liga pra celular porque precisa mesmo falar com a pessoa, já que todos sabemos que a ligação é absurdamente mais cara. E liga imaginando que a pessoa vai atender, mas qual! Agora me digam, pra que é que um ser possui um celular e passa o número pra gente, se não vai deixar ligado? (zailda coirano) May 30 CPMF, CSS e outras bobagens no gêneroQuando a CPMF nasceu ganhou o nome de IPMF (Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira) e tinha um curto prazo para acabar, era apenas um SOS que na época o governo alegava ser necessário para evitar que a previdência fosse para as cucuias. Com verba destinada à saúde, na verdade foi copiada da idéia do PT que pregava a extinção de todos os impostos, substituindo-os pelo IU (Imposto Único) que seria um desconto de 1% sobre qualquer movimentação bancária. A idéia era boa porque acabava definitivamente com a burocracia e lentidão da máquina tributária brasileira, mas o governo gostou da idéia do desconto sobre movimentação e criou o IPMF - também conhecida como "imposto do cheque". Findo o prazo do IPMF o governo criou um "novo" tributo, batizado então de CPMF que reinou soberano durante anos e estávamos até acostumados a ele como se acostuma com um calo no dedinho do pé, mas também esse tinha seus dias contados e foi com alívio que vimos a tal CPMF dar adeus e ir-se para sempre para os confins do inferno. Nem bem respiramos aliviados e já surge uma outra novidade governamental, dessa vez não mais em caráter provisório (tiraram o P da sigla) e lá vem de novo a CPMF de roupa nova, goela abaixo do povo brasileiro, dessa vez com o simpático nome de CSS. Que me desculpe aí o caro leitor mas não posso deixar de registrar aqui um comentário um tanto vulgar mas que se ajusta como uma luva à situação: "A bosta muda, mas os mosquitos são sempre os mesmos". Não importa quantas vezes o mesmo imposto seja mudado e renomeado, a merda é sempre a mesma, que resulta em desconto no já ultra-estropeado salário do trabalhador, e os mosquitos somos nós, o povo brasileiro, que sempre tem que pagar a conta pelos desvios e má administração do dinheiro público. O que necessitamos é de seriedade por parte do governo para gerenciar suas contas e fazer uma faxina na previdência, adequando-a à realidade brasileira, porque até um imbecil sabe que se deve gastar conforme o ganho e se o governo desconhece essa máxima da economia não é justo que recorra sempre ao nosso bolso quando a vaca insiste em ir pro brejo. Já tivemos o "empréstimo" compulsório da gasolina, o aumento da contribuição da previdência em folha de pagamento e agora está aí essa sarna do IPMF, CPMF, CSS (ou seja lá como quiserem chamar, pra mim dá no mesmo) que não quer mais nos largar, como se fosse justo já receber o salário com uma coluna de lançamentos de descontos muito mais longa que a de proventos, pagar imposto sobre tudo o que consumimos ou qualquer serviço prestado, pagar imposto sobre o que adquirimos de forma legítima (como IPTU e IPVA) e ainda nos sobretaxam na conta bancária! Como diz o Chico na música Deus lhe Pague, temos que pagar pra nascer, pagar pra comer, pagar pra vestir, pagar pra tudo, e agora ainda temos que pagar para usar o nosso dinheiro! É uma lástima saber que vivemos num país que tem um leque interminável de opções para desenvolver a economia e tudo o que o governo consegue enxergar é enfiar a faca no bolso dos trabalhadores como forma de aumentar suas divisas! Vivemos num país de cultura econômica pobre e analfabeta, cujos parâmetros não obedecem às leis econômicas que regem o restante do mundo. Aqui não se gasta conforme se ganha nem se usa o trabalho para gerar capital. Aqui simplesmente se cria uma lei para retirar uma parte do nosso dinheiro que está em nossa conta bancária. E nem precisam de senha! (zailda coirano) May 25 Lista atualizada de blogs
March 11 Enganos e desenganosPessoas há, que cruzam nossas vidas por momentos e depois se vão. Deixam apenas lembranças débeis que somem no tempo, passageiras por instantes do mesmo vagão em que viajamos no trem da vida. Outras pessoas porém nos marcam indelevelmente. Umas nos trazem amor e perfumam nossa alma de ternura; outras nos marcam a ferro e fogo na mentira e na maldade. Àquelas que embelezaram minha alma acrescentando doces ensinamentos de paz e de perdão eu agradeço, espero um dia ver florescer plenas as flores que plantaram em meu coração. Àquelas, porém, que apenas rubras sementes de dor plantaram, a certeza de que jamais germinarão. Meu coração, terra que as acolhe e perdoa, não tem lugar pra semelhante plantação. Que visceje apenas o bem que nos fizeram e ao mal, lhe viremos a cara em ignorância absoluta, não o deixemos jamais nos empanar o coração com suspeitas futuras, com amarguras mal cuidadas. Que em nosso peito floresça apenas, perene, a fruta da amizade desinteressada, da palavra certa na hora incerta, da promessa de amor sincera e doce. Que fenesça a mentira e a torpeza, que afundem no mar do esquecimento. Perdoar, sim, bem supremo. Perdoar a quem nos ofende e trai. Perdoar aquele que nos esbofeteia a cara, perdoar, perdoar... Merece nosso perdão, pois o fardo lhe será pesado e dos céus, com certeza, virão duras lições. De humildade, de fraternidade, de sinceridade e de arrependimento. Que se arrependam as almas mesquinhas que trilham o caminho do escárnio e do cinismo, que se espojam nas dores que provocam, antes que o coração se torne pedra, antes que a alma lhes pese, arfante e aflita. Perdoar e esquecer, apenas o que posso nesse momento fazer. Quisera poder ajudar, estender a mão a quem insiste em se arrastar por caminhos escuros e sombrios quando lá fora, nas pradarias, impera a luz e o calor do sol. Piedade é o que tenho em meu peito, dos irmãos que não compreendem o amor, a verdade, a honestidade. Sinto pena de quem não enxerga o que tem diante de si. Pena porque longo é o caminho de quem se ocupa apenas de ofuscar a luz dos olhos alheios, que antes vinham cheios de esperança e de sonhos. Sonhos são efêmeros e podem ser refeitos, mil vezes se assim precisar. Mas as ações que se voltam contra o outro apenas nos pesam na alma, e um dia por elas teremos que pagar. (escrito por Zailda Mendes) Qualidades ou defeitos?Hoje me perguntaram se eu saberia responder qual o meu maior defeito e qual minha maior qualidade. E eu soube. Mas depois fiquei pensando a respeito. Claro, tenho muitas qualidades, como todo mundo, aliás. Mas essas qualidades podem também ser defeitos. Sou comunicativa, falar pode ser uma qualidade, mas reconheço que às vezes falo demais, não dou espaço pra outra pessoa falar um pouco e expor também um pouco de si. O fato de ser tão falante pode me tornar uma péssima ouvinte, e isso eu não quero ser. O bom ouvinte aprende muito mais, e como já dizia minha sábia avó, "quem fala muito dá bom-dia a cavalo". E eu acho que andei dando bom-dia a cavalo muitas vezes. Meu defeito (bem, acho chato esse negócio de defeito, mas vamos lá): um deles é ser teimosa. Sou mais teimosa que uma mula teimosa empacada. É mole? Mas isso já me ajudou muito a conquistar muitos objetivos. Quando cismo que vou conseguir fazer ou aprender uma coisa, como diz minha (nem tão) sábia filha Adeline, eu "só paro quando cair dura de fome, sede e cansaço". Bem, mas a essa teimosia convencionou-se chamar determinação. Pode ser uma qualidade, não pode? Não sou invejosa, mas há um tipo de inveja que sinto às vezes. Quando vejo que alguém conseguiu realizar algo legal (sei lá, qualquer coisa, deixar de fumar, trocar de emprego, qualquer coisa mesmo) que eu também tenho vontade de fazer mas não tive ainda coragem de me dispor a, me dá uma baita de uma inveja, então eu penso: se ele conseguiu, então eu também posso. E vou à luta. Aí, lembra? A teimosia... etc... Minha inveja me faz querer subir até onde está a pessoa, e não aquela inveja besta de quem não tem coragem de lutar e quer apenas derrubar quem está mais acima. Isso é nivelar por baixo, e esse tipo de inveja graças a Deus eu não tenho. Até aí a teoria funcionou, qualidade pode ser um defeito e vice-versa. Mas e a tal da fofoca, hein? Será que tem jeito de essa coceirinha que algumas pessoas tem na língua de falar (sempre mal, claro) dos outros ser coisa boa? Será que tem como, com a boa vontade que seja, de enxergar essa praga, esse vício, esse câncer da sociedade, essa coisa pequena de quem não tem mais o que fazer, ver algo de proveitoso em fofoca? Eu confesso que por mais que tente continuar a minha teoria, aqui eu embatuquei mesmo de vez. Não entendo como as pessoas podem destilar sua maldade, suas frustrações, seus complexos e sei lá que mais uma pessoa pode ter que a faça sentir-se em desvantagem para com as demais, tentando difamar ou prejudicar outra pessoa. Fico até contente quando sou vítima de fofoca. Sinal que alguém acha que eu estou um pouco acima e portanto quer me derrubar. Mas o que eu queria é que todos os fofoqueiros ou fofoqueiras (mais provável) um dia mordessem a língua. Nesse dia ia faltar soro anti-ofídico no Butantã. Haja veneno, hein moçada!!!! Ou então, vamos dar uma pá e uma enxada pra essa gente (que não devem mesmo saber fazer nada de útil e buraco é fácil de aprender a fazer) e assim incentivar a Agricultura desse país, porque enquanto estão por aí espalhando seus boatos, muita gente está passando fome por aí, gente! E por favor, me poupem. Se alguém se lembrar de alguma coisa de boa e útil em fofoca, por favor me diga, porque estou tentando ainda desenvolver essa teoria. Ajudem-me, por favor. Que eu não seja injusta com mexeriqueiros e mexeriqueiras desse nosso país. (escrito por Zailda Mendes) Ortografia - uma faca de dois legumesEscrevo muito em inglês e espanhol e quando me aventuro no bom e velho português às vezes me assaltam dúvidas cruéis: excessão? exceção??? Mas pior que ter algumas dúvidas é não ter dúvida nenhuma. Outro dia me entra no msn um rapaz com um papo mais ou menos assim: "Olá garota! Com liçensa. Faiz tempo que quero coverçar mais voçê tá sempre off." A variante abominável do idioma pátrio começa a me empolar toda, mas resisto bravamente. Ele prossegue, no entanto: "E aí, quer converçar?" Eu não queria, preferi ler um livro, acompanhado de uma dose cavalar de anti-alérgico, sorvido aos goles. Passo por uma loja que avisa: "fexado para almoso", mas sempre atravesso a rua e dou uma de distraída, olhando pra outro lado, envergonhada com aquilo. Costumo comer numa lanchonete onde servem "fest food", mas nunca me atrevi a pedir, prefiro um prosaico "x-salada", e o rapaz que gentilmente me atende sempre me pergunta se vou querer meu "x-salada" com queijo ou sem queijo. Num país de semi-analfabetos eu frequentemente fico confusa, mas aparentemente as outras pessoas parecem não dar pela coisa. Passei hoje em frente a uma barraca onde vendiam "cocô gelado" (eca!!!) e o rapaz me oferece, solícito: "Vai um aí, moça?" Declino educadamente: "Hoje não, obrigada." Por via das dúvidas, troco disfarçadamente de calçada. (escrito por Zailda Mendes) February 03 Se me perguntarem eu negoAos vinte anos eu tinha uma super-amiga e acontece que eu namorava o super-amigo do namorado dela. Era um tempo bom, saíamos os 4 e nos divertíamos muito. Éramos o quarteto inseparável, estávamos o tempo todo em contato uns com os outros, e olhe que naquele tempo não havia celular nem orkut. Os namoros foram ficando sérios e minha amiga e o namorado planejavam se casar; nós também. E todo mundo confiava em todo mundo. Nem passava pelas nossas cabeças que algum de nós pudesse estar de olho na outra parte. Mas estava. Tive um problema com um dente que infeccionou e só consegui hora no dentista à noite, meu namorado estava trabalhando e pediu ao amigo (namorado da minha amiga) que fosse me levar. Infelizmente era um caso de tratamento de canal, o que significa que eu teria que voltar lá outras vezes e por azar os horários que consegui marcar coincidiam com os horários de trabalho do meu namorado. Como desgraça de pobre nunca vem só, imaginou o destino que eu com dente inflamado e namorado trabalhando à noite era pouco e colocou no meu caminho um canalha. Sim, porque canalha ainda é pouco para o que o namorado da minha amiga e amigo do meu namorado aprontou: numa dessas vezes que ele foi levar-me ao dentista (com a aprovação e bênção tanto do meu namorado quanto da namorada dele) não é que o pilantra me passou uma cantada? Ainda se fosse uma cantada legal, sutil, eu faria de desentendida, acabava ali. Mas além do inoportuno momento (gente, com dente doendo não há Tom Cruise que desperte interesse) a cantada foi dessas bem baratas, cruas e descaradas que por sorte o tempo se encarregou de apagar de minha memória. Memória tem disso, de vez em quando deleta alguma coisa que não é há muito acessada, como computador. A sua eu não sei se é assim, a minha eu sei que é. Bem, mas de qualquer forma o que me lembro é que fiquei espantada com a safadeza do cara. Espantada não, fiquei foi indignada. E se não estivesse em desvantagem porque o dente estava que não era mole, garanto que tinha tascado a mão na cara dele ali mesmo na horinha. Ele nem se abalou com os despropérios que falei, parece até que já esperava, sabe como é safado profissional, canta por desencargo de consciência, vai que a gente topa, é só alegria. Mas também se a gente não topar não tem problema, "há outros peixes no mar'. E o pior é que quando disse que ia contar pro meu namorado e a namorada dele o sujeitinho riu na minha cara e disse que negaria tudo. Achei que estava blefando, claro. Nem um vigarista daqueles teria tamanha cara-de-pau. Mas antes eu tivesse acreditado, não é que o cretino negou mesmo, na minha cara? E fez mais: disse que EU é que ficava me jogando pra cima dele e como ele não me dava bola, estava inventando isso pra me vingar. Ora, veja se pode, fiquei bufando de ódio. Minha amiga disse que acreditava em mim - em termos - mas daí pra frente passou a visitar-me bem menos até que sumiu de vez. Pior: casou com ele. Mas essa não foi a pior parte. Aproveitando-se da amizade de tantos anos, acabou enfiando na cabeça do meu quase-noivo que a história dele era verdadeira, e pelo sim, pelo não, meu namorado começou a se afastar de mim, ficava na esbórnia com os amigos, ia jogar, até que não deu mais e eu tive que ter uma "conversa séria" com ele que culminou com o nosso rompimento. Não que eu tenha perdido grande coisa, porque se ele me amasse de verdade e confiasse em mim acreditaria na minha história e não se deixaria levar pelo amigo, mas eu aprendi minha lição. Nunca mais na minha vida eu abri minha boca pra contar de namorado ou namorada que estivesse traindo seu consorte. Alguns anos se passaram e um dia fui ao banco descontar um cheque. Estou tranquilamente na fila do ônibus pra voltar pra casa quando dou de cara com meu vizinho descendo de carro a rampa do motel em frente nada mais nada menos que com a secretária do lado. Meus olhos devem ter saltado das órbitas com o impacto, até aí eu botaria a mão no fogo por ele - tá na cara que ia torrar até o osso! Nem sei quem ficou mais surpreso, eu ou ele, porque tão logo bati os olhos naquela cena tocante ele virou-se pra entrar na avenida e deu de cara comigo no ponto de ônibus de boca aberta. Ficamos naquela comtemplação não sei por quanto tempo, mas meu ônibus chegou e eu pulei nele, ansiosa por livrar-me dessa situação tão constrangedora. Quando desci do ônibus, adivinha quem estava me esperando com o coração na mão e quase que com lágrimas nos olhos? Exatamente, o meu vizinho. E ele foi logo pedindo pelo amor de Deus pra eu não contar pra mulher dele, que pensasse nos filhos dele, no lar desfeito, etc. Com um gesto interrompi o discurso que se anunciava longo e apelativo e disse: - Contar? Mas contar o quê? Eu não vi absolutamente nada e se alguém disser que eu vi eu nego! (por Zailda Mendes) February 02 CarnavalA escola de samba Viradouro do Rio ia sair com um carro alegórico com corpos nus amontoados para simbolizar o extermínio dos 6 milhões de judeus mortos no Holocausto, mas foi proibida de apresentar o carro no carnaval por liminar. Entendo que há anos as escolas vêm apresentando temas sérios em seus desfiles, mas o Holocausto ainda é uma chaga na história da humanidade e acredito que deva ser tratado com mais respeito e seriedade. Não creio que um desfile de escola de samba seja o local adequado para se falar ou mesmo fazer-se referência a esse assunto. Carnaval é uma festa de alegria e as pessoas que vão ver o desfile vão lá pra divertir-se, não creio que estariam dispostas a refletir sobre tal desumanidade durante esse evento. Creio que seria jogar pérolas aos porcos, e à exemplo dos porcos, não saberiam o que fazer com elas. (por Zailda Mendes) February 01 Dejá vu- O que é "dejá vu"? - Hmm... deixa ver... Mas você já não me perguntou isso antes? Meus blogs no Live SpacesPra quem gosta de blogs aí vai uma lista dos meus blogs do Live Spaces:
Os blogs do blogger, UOL, Terra e afins passo noutro dia. January 31 A chamadaEles se despediram no portão da casa dela com um beijo carinhoso, como sempre. Ele a observou enquanto abria o portão e ficou olhando até que ela desapareceu por trás deste. Era tarde e ele seguiu o caminho de sua casa, ia feliz relembrando os momentos agradáveis que haviam passado naquela noite. Enquanto caminhava para casa, ele ia distraído imaginando o que diria a ela quando chegasse em casa, porque aquilo já era um ritual só deles: assim que chegava já ligava no celular dela pra desejar-lhe boa noite. E ela ficava esperando essa ligação sem a qual não conseguia dormir. Ele ia assim, pensativo e distraído, quando ao passar em frente a um hospital ouviu um ruído forte e ao virar-se viu apenas uma ambulância que saía apressada. Então não viu mais nada. Ela em seu quarto esperava o telefonema carinhoso que tardava. Ela já estava aflita, já era tempo de ele ter chegado em casa. Será que esquecera? Estendeu a mão para pegar no celular pela décima vez quando ele tocou. O celular era um amigo que a acompanhava porque através dele os dois mantinham contato o dia inteiro. A cada folga no trabalho ela ligava para seu amado e ele fazia o mesmo. Ela olhou a telinha, onde o nome dele aparecia. Era ela chamando-a. Ela atendeu alegre, mas a ligação estava ruim, a voz dele parecia vir de longe, soava fraca e mal podia ouví-la. - Sou eu, meu amor. Só liguei pra te dizer ADEUS. E a ligação foi cortada. Aquilo era uma brincadeira - pensou ela. Indignada ligou de volta imediatamente. Alguns segundos depois, que pra ela pareceram séculos, uma voz de homem atendeu. De forma confusa ela entendeu que estava falando com um sargento da polícia militar. - Moça, sou o sargento Pereira e o dono desse celular sofreu um acidente. A senhora é parente dele? - Acidente como? Ele acabou de me ligar, então liguei de volta! - Mas quando ele ligou pra senhora? - Ora, não faz nem 2 minutos! - Impossível, minha senhora. O acidente aconteceu há mais de meia-hora, e infelizmente não houve tempo de socorrê-lo, ele morreu no local. Ela ficou do outro lado, o celular esquecido nas mãos, os olhos perdidos na escuridão do quarto, um frio impregnando-lhe a alma. (por Zailda Mendes) January 30 BlogueiraSou compulsiva crônica, adoro escrever e tenho blogs a dar com pau, mas nenhum deles é apenas mais um. Todos eles são visitados, postados e levados em consideração. Cada um tem um assunto em foco, são como filhos, são todos diferentes mas cada um tem o seu lugar especial em nosso coração. Querendo conhecer meus outros blogs, tenho um profile onde estão todos eles: Visite! |
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